quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A aclamada morte de Jonh.



Até o sol parecia mais sorridente naquela manha. Ficar com a cabeça presa na guilhotina sob esse mesmo sol desde do inicio do dia era terrível. Por que as pessoas não entendiam? Perguntaram no júri porque a matou. Disse que era porque a amava demais, e não suportava a idéia de que outras pessoas tocassem seu corpo. O que seria inevitável, já que ela era puta.O evento predileto das pessoas daquela cidadezinha ridícula era ver algum vagabungo perder a cabeça na guilhotina. E Jonh já vinha dando trabalho a muito tempo. Saqueava pequenas lojas e bancos de cidades vizinha apenas para durante a noite ter dinheiro pra ir ao prostíbulo pagar pelo prazer que apenas ELA o dava. Já vinha nesse ritmo a mais ou menos um mês, ate que ele não conseguiu dinheiro pra aquela noite e então decidiu matá-la. Assim ninguém poderia se divertir com ela. Perguntaram se não seria melhor matar o elemento que a comesse. Respondeu que assim teria que matar um ou mais por noite. E tem mais. A matando poderia passar o resto do tempo com ela bebendo no inferno.
Na sua cabeça já passava toda sua vida, não porque é assim quando vamos morrer, e sim de tanto repetirem que acontece. Sua vida sob a trilha sonora daquele gemido pago. Nunca havia matado ninguém. Será que o inferno é um lugar legal? Será que ele existe? Ela vai estar lá?
Meio dia hora de morrer. O padre vem para lhe perdoar...
- Me perdoar? O que te fiz? Você é melhor do que eu?
O Padre o bateu na cara.
- Diga suas ultima palavras antes de encontrar o Diabo!
- Volto do inferno para pegar todos vocês.
Quase não se pode ouvir o som da guilhotina. Pois Jonh foi muito aplaudido.

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